As Moiras

Ana Luiza Perrella, João Gabriel Pennacchi, Lívia Marcondes do Amaral, Tauany de Freitas e Laura Ito

Técnica
Escultura/Instalação

Materiais
Fita magnética de fitas cassete áudio e abraçadeiras de nylon

Dimensões
160cm x 530cm

Ano
2023

Tiragem
1

Texto descritivo
A obra deve ser disposta dentro de um espaço de 2,5m por 6,5m localizado
na parte central da sala e pendurada a partir de ganchos ou outras estruturas
de fixação localizadas no teto.
● A obra deve ser instalada abaixo de uma fonte luminosa e a uma altura média
de ao menos 2m contados a partir do chão da sala expositiva, de modo a
evitar que o observador esbarre acidentalmente.
● Solicita-se uma distância mínima de 1m de paredes ou outras obras a fim de
criar um respiro para a circulação de observadores.
● Para além da obra, serão necessários para instalação: conjunto de seis
ganchos ou estruturas semelhantes para fixação no teto, 15m de fio de nylon
transparente, fonte luminosa não difusa preferencialmente já disponível no
teto da sala.
● A peça será exibida pendurada ao teto e suspensa do chão através de fios de
nylon transparentes ligados a ganchos ou outros fixadores, com a fonte de luz
não difusa disposta entre teto e obra, a fim de que, quando instalada a peça
remeta a uma rede de pesca sendo lançada sobre o observador da obra.

Texto conceitual
As Moiras busca referênciar a memória e identidade coletivas à medida que a fita cassete se apresenta ao espectador como suporte mnemônico e funciona como um gatilho de significações associadas a experiências passadas - como à memória comunicativa no ato de dragar e “prender” - estabelecendo uma relação do dispositivo com o espaço e o tempo.
Busca-se com esse objeto essa alegoria do tecer e recuperar memórias a partir das fitas usadas de donos anônimos pelos quais evocam-se histórias que permanecerão também anônimas, misturando em um objeto presente um passado e possibilitando ressignificações futuras. A lenda das moiras é um signo tipicamente clássico que, ao ser presentificado, atravessa o tempo-espaço e tem seu repertório perceptivo transmutado a partir do contemporâneo.

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