Série: Dez-Estruturas
João Gabriel Pennacchi
Técnica
Fotografia digital
Materiais
FinePrint sobre papel Hahnemühle
Dimensões
297mm x 420mm (A3)
Ano
2022
Tiragem
única
Texto descritivo
As imagens apresentadas correspondem a 3 de uma série total de 10 fotografias digitais chamada de "Dez-Estruturas".
Todas estão impressas em papel Hahnemühle tamanho A3 e para serem expostas serão colocadas em um fundo de Foam Board para fixação em parede com fita dupla face. As imagens correspondem as Dez-Estruturas 1, 5 e 6, sendo que 1 e 6 são apresentadas em orientação paisagem e a de número 5 é apresentada em orientação retrato.
As fotografias podem ser apresentadas tanta em conjunto, como individualmente, a critério da seleção. Nenhuma outra especificidade é necessária para instalação
Texto conceitual
Este ensaio surge partir da predileção do autor por elementos da construção e por consequente observação de estruturas de engenharia/arquitetura cuja função inicial é a de sustentar, manter, segurar, suspender outras, mantendo uma integridade, equilíbrio e estabilidade entre elas. A partir destas tomam-se as imagens fotografadas e estabelecem-se relações invertendo, colando e fundindo-as de forma a criar novas estruturas que na realidade seriam infundadas do ponto de visto prático.
Sendo conotado em algumas áreas com o simbólico e o subjetivo e em outras com a cientificidade inerente à matemática, surgem, então, imagens que misturam o imaginário ao geométrico; novas linhas cuja finalidade foge do prático, condicionando-se apenas em manter à nova estrutura compositiva formada pela fotografia.
Essas paisagens “impossíveis” misturam colunas, pilotis, gruas, pontes, vigas etc., em posições inusitadas de forma que, perdendo suas funções iniciais, fazem com que a linha e a geometria por trás destas sejam ressaltadas, formando essas desestruturas em que o objetivo é o de justamente questionar aquilo que sustenta, sejam padrões, ordens, concepções e mesmo ideias pré-concebidas. Invertendo-as e sobrepondo-as cria-se essa nova narrativa que a partir da colagem proporciona o questionamento do estranho e a revisão dessas “estruturas” pré-concebidas. O Ensaio se mostra como um exercício de memória para com a cidade, as paisagens se fundem e se misturam, atingindo lugares do impossível: a memória se torna esmaecida para com o tempo, a lembrança se torna quase como um sonho; aqui sugere-se tomar justamente dessas lembranças e trazê-las para um novo lugar, uma reconstrução futura da memória passada e a princípio inimaginável tornada em imagem fotográfica.