In Natura
Marina Bonatto Fairbanks e Júlia Costa Lopes
Técnica
Escultura
Materiais
Plástico, vidro, fita de LED, água, pedras de aquário, plantas de água doce
Dimensões
34 cm (A) x 34,5 cm (L) x 39 cm (P)
Ano
2022
Tiragem
.
Texto descritivo
In Natura é, objetivamente, a transformação de uma televisão de tubo em um aquário. A obra necessita de um suporte – um banco, uma mesa, uma coluna, algo estável e capaz de suportar o peso da peça, a uma distância curta de uma tomada (ou de um extensor). O local deve ser o mais calmo e silencioso possível, para proteger a saúde do peixe. Devem ser colocados avisos que impeçam o público de tocar na obra e que estimulem a redução do volume em respeito à preservação da vida que ali se encontra. Devem ser propiciadas as melhores condições possíveis: o peixe deve ser alimentado todos os dias e as luzes de LED do interior da obra devem ser apagadas todas as noites por um período de no mínimo 8 horas. Caso exista algum declínio na saúde do animal, ele será removido do local e tratado imediatamente. As artistas responsabilizam-se pela montagem e desmontagem da peça.
Texto conceitual
Dotada do biológico, do tecnológico e do obsoleto, In Natura trata da transformação, da ressignificação do que é considerado ultrapassado em um mundo consumista e permeado pela dicotomia do natural e do artificial. Uma exploração das partes que compõem a obra e dos seus significados dentro e fora do contexto da peça promove reflexões sobre o tempo, as relações humanas com a natureza e com o lixo, a maneira como a inovação pode existir no que já foi abandonado.