Dragueria

Amanda de Carvalho Solsona, Gustavo Della Colleta Reple, Letícia de Oliveira Kobayashi, Maria Amélia Anadão Brambilla, Maria Fernanda Bernardo Ripol, Mariana Valsecchi Geraldini e Maycon Martinez Aparecido

Técnica
Instalação

Materiais
Armário; parafusos; frascos transparentes de plástico (200ml);

Dimensões
60cm X 30cm X 30cm

Ano
2024

Tiragem
não tem

Texto descritivo
A instalação "Dragueria" (2024), consiste em um armário retangular de 60cmx30cmx30cm posicionado horizontalmente na parede há 140cm do chão e fixado na parede por 4 parafusos, um em cada canto do armário. A obra não exige nenhuma iluminação especial, a luz da própria sala de exposição já é suficiente. Dentro do armário estarão os frascos do medicamento “viadase”, posicionados enfileirados, que poderão ser manuseados e ingeridos pelo espectador, sendo necessário sinalizar a obra com a permissão de toque e ingestão dos remédios (gomas comestíveis). Há 15 cm do armário, está colada na parede com fita dupla face a bula do remédio viadase, para que os espectadores possam ler.

Texto conceitual
A instalação "Dragueria" (2024) consiste num trabalho irônico sobre a causa LGBTQIA+, mais especificamente a indignação em relaçao a homofobia que ainda permeia nossa sociedade.
A obra reverte a lógica da intolerância com as pessoas LGBT+ porque ao invés de considerar as sexualidades e identidades dissidentes como uma doença, considera essa intolerância como uma condição a ser tratada, equiparando com a intolerância a lactose. Para isso, o trabalho faz uso de um trocadilho com o nome das enzimas usadas no tratamento da intolerância a lactose, a lactase, e transforma em "viadase", medicamento a ser ingerido para evitar desconfortos e sintomas alérgicos ao conviver com pessoas da comunidade LGBTQIA+.
Com isso "Dragueria" (2024) propõe uma interação com o espectador, provocando-o a abrir o armário e se deparar com frascos do remédio "viadase" e com a possibilidade de tomá-lo.

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