Aquela que sabe tudo.
Laysla Roberto
Técnica
Pintura
Materiais
Tela de algodão, tinta óleo e acrílica.
Dimensões
80x60 cm
Ano
2024
Texto descritivo
A obra "Aquela que Sabe Tudo" é uma pintura em tela de algodão, executada com tinta a óleo e acrílica, com dimensões de 80x60 cm. Por se tratar de uma tela de porte considerável, é necessário um espaço adequado que permita a visualização completa da obra sem interferências visuais ou sobreposição com outras peças.
A instalação da obra requer um suporte seguro para a tela. Sugere-se o uso de um gancho autocolante resistente, solução anteriormente utilizada com sucesso em exposições anteriores, que permite a fixação da obra sem a necessidade de furar a parede. A iluminação ideal seria difusa, com luzes direcionadas de forma suave para realçar as cores vibrantes e os detalhes das pinceladas, sem criar sombras duras ou reflexos na superfície da pintura.
Texto conceitual
“Aquela que Sabe Tudo” é um tributo à sabedoria ancestral das mulheres negras, cujas vidas entrelaçam cicatrizes e conquistas, dor e cura. No centro da composição, uma senhora caribenha, com um cesto de frutas equilibrado sobre a cabeça, representa a força e a resiliência de gerações de mulheres que carregam, não apenas o peso físico, mas o peso simbólico da história. Seu lenço magenta e vestido amarelo vibram com a vitalidade de quem se reconstrói a cada desafio, refletindo a cicatrização contínua de quem transforma a dor em sabedoria.
Ao fundo, nomes de figuras negras de resistência como Marta, Dandara, Marielle e Tereza de Benguela ecoam, como cicatrizes que se curam com o tempo, mas que jamais podem ser apagadas. Cada nome escrito é uma ferida transformada em força, uma presença indelével que sustenta e dá sentido à figura central.
Nesta obra, a cicatrização é vista como um processo de afirmação e memória, onde as feridas pessoais e históricas são reconhecidas, e a arte se torna um meio de cura coletiva. Através da senhora que sabe, e das mulheres que vieram antes dela, a obra nos convida a refletir sobre nossas próprias cicatrizes e o poder transformador de revisitá-las, reconhecendo tanto a dor quanto o potencial de renovação.