Meandros do esquecimento

Fran Sasaki

Técnica
Pintura

Materiais
Acrílica sobre tela

Dimensões
40cm x 50cm

Ano
2024

Tiragem
Não há

Texto descritivo
A obra contará com uma moldura e deve ser exposta a altura dos olhos, com a distância mínima de 60 centímetros de outras obras.

Texto conceitual
Meandros do esquecimento retrata duas mãos que ocupam a maior parte da tela painel, com dedos esticados, em um fundo azul. Abaixo delas, dez unhas roídas. O painel mede 40 cm de altura e 50 cm de largura.
Meandros são curvas sinuosas de um rio. Figurativamente são considerados caminhos tortuosos ou complicados, desvios, digressões, confusões, complicações e obstáculos. Meandros são várias adversidades que enfrentamos ao longo da vida, independentes da gravidade das situações, alguns sendo esquecidos, e outros deixando seus registros no corpo.
As mãos são um dos principais meios pelos quais experimentamos o mundo de forma tátil. Elas carregam uma sensibilidade que nos permite explorar texturas, temperaturas e objetos, estabelecendo uma conexão direta com o ambiente e nossa intimidade.
As mãos, são o principal instrumento do ser humano, com elas que pintamos, esculpimos, costuramos, escrevemos e fazemos música; são elas que levam o alimento até a boca, que entregamos e roubamos, agredimos, defendemos e curamos. É a mão que acusa e conta a história de uma vida inteira. As unhas estão sempre crescendo e assim nos vem a função de as cortar, ou, para alguns, roer.
Na obra, as mãos representam os meandros do tempo , e a renovação constante das unhas, o esquecimento do passado. Roer unhas revela uma necessidade emocional que se manifesta no contato direto e repetitivo com uma parte do corpo sensível. O contato do sensível, mediado pelas mãos, está no significado, pelos atos associados a elas e estado das mãos e unhas. Mãos cansadas e unhas roídas demonstram a maneira como interagimos com o mundo através do toque.

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