Do Carnaval
Ari de São Paulo
Técnica
Escultura em concreto celular
Materiais
concreto celular, gesso, tinta acrilica, cola de silicone, lantejoulas, corante vermelho
Dimensões
30cm x 20cm x 75cm
Ano
2024
Tiragem
não há
Texto descritivo
A obra é uma escultura em concreto celular, revestida com gesso branco e tinta acrílica, uma representação de um tubo da pomada "Nebacetim" apoiado sobre a tampa (base da escultura). A escultura é seccionada em 6 blocos de concreto que são empilhados para compor sua totalidade, e disposta em cima de uma suporte (de mesmas dimensões aproximadas: 30x20x75cm) coberto com uma toalha de mesa de algodão vermelho.
O objeto deve estar a uma distância minima de 3 metros de qualquer parede, idealmente mais ao centro da sala, e ao seu entorno deve-se encontrar uma marcação para delimitar a proximidade maxima do espectador ao objeto (cerca de 40cm para todos os lados formando um quadrado).
Texto conceitual
A obra traz um carater alegórico para a manifestação da dor e dos processos de cura na contemporaneidade, o concreto sob qual esta foi esculpido sugere uma perspectiva de monumento. As figurações se propoem a sintetizar aspectos da dor (cortes e deslocamentos das peças), da fugacidade e coloquialidade da mesma (Título e lantejoulas) e reificação do tratamento das feridas (Nebacetim).
A obra se apresenta como uma alegoria da relação paradoxal entre a superficialidade da promessa de cura rápida e a profundidade do processo real de cicatrização. O objeto demonstra certo esforço em se fazer completo, um simulacro do processo final da cicatrização, e de maneira contráditória, permanece organico em suas sutilezas, texturas e secções.