Nossa bandeira jamais será vermelha

Dafne MS

Técnica
Pintura e colagem sobre tecido

Materiais
Tinta acrílica, tinta guache, papel jornal e algodão cru

Dimensões
100 x 168 cm

Ano
2022

Tiragem
-

Texto descritivo
Elaborada com recortes de jornal, tinta guache e acrílica sobre algodão cru, a obra "Nossa bandeira jamais será vermelha" (2022) possui aproximadamente 1 x 1,68 m. Uma de suas superfícies simboliza a bandeira do Brasil, já a outra é composta por manchetes de notícias, com respingos vermelhos. O expositivo se dá no chão, podendo estar ou encostado em uma parede ou inteiro no chão, fica critério da curadoria, mas é necessário de uma sinalizando indicando a interação com público, já que a proposta é que a bandeira seja manuseada, de modo que ambos os seus lados possam ser visualizados.

Texto conceitual
Diariamente, veículos de comunicação expõem uma gama de adversidades estruturais que ocupam o cotidiano dos brasileiros. Nos últimos anos, foram relatados inúmeros casos de agressões, desmatamento, discursos de ódio e má gestão pública. A obra “Nossa bandeira jamais será vermelha” (2022) explicíta esses problemas, tendo como delimitação cronológica o assassinato da vereadora Marielle Franco, em 14 de março de 2018, transcorrendo até outubro de 2022. A seleção desses acontecimentos foi propositalmente e diretamente conectada a este crime sem solução, a candidatura e eleição de Jair Messias Bolsonaro e o crescimento da extrema direita, exibindo algumas de suas trágicas consequências. Para mais, o título e a composição fazem referência ao discurso proferido pelo ex-presidente Bolsonaro em sua posse, no dia 1 de janeiro de 2019, em que afirmou "nossa bandeira jamais será vermelha”. Baseada nisso, a construção satiriza a fala, mostrando feridas e cicatrizes abertas, que simbolicamente tingem nossa bandeira de vermelho vivido, como sangue.

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