Versos que o livro apagou: identidade racial como descoberta
Mariana Meirelles
Técnica
Fotografia digital
Materiais
Câmera digital, papel couche 250g, moldura
Dimensões
5 Fotografias A3
Ano
2023
Tiragem
não há
Texto descritivo
enviado em PDF
Texto conceitual
O ensaio “Versos que o livro apagou: identidade racial como descoberta” leva a modelo Denise Marta, uma mulher negra, ao encontro da sua verdadeira história. O ensaio foi realizado no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, dentro do parque do Ibirapuera. A minha ideia foi captar as sensações da Denise, enquanto mulher preta, dentro de um museu que, diferente de muitos, conta a história afro, abordando temas como a religião, o trabalho, a arte, a escravidão, entre outros temas ao registrar a trajetória histórica e as influências africanas na construção da sociedade brasileira.
Em uma conversa pós ensaio com a modelo ela relatou a mim "Ter essas fotos tiradas num museu afro que retrata a cultura preta pela ótica preta é incrível! É sobre ver além dos livros de história que a vida toda nos ensinam através de um olhar totalmente branco. Além de qualquer sofrimento (mas não o ignorando), nossa história é de uma riqueza cultural gigante. Isso foi apagado da gente. Por isso a importância desse museu. De se encontrar com a nossa verdadeira história e não a história que se sentem confortáveis em nos contar." Por isso a importância desse ensaio, para que mais pessoas pretas se reencontrem e se identifiquem com sua verdadeira história. É sobre um letramento racial mais abrangente do que a sociedade impõe.
Que a verdadeira história possa ser contada também fora dos ambientes voltados para a população preta. Que isso parta da família, da escola e da sociedade como um todo.