Linha Vermelha
Juliana Almeida - Madu Bonifácio - Americo Designer
Técnica
Serigrafia e stêncil sobre algodão cru
Materiais
Massa corrida; pigmento xadrex; algodão cru
Dimensões
1m x 0,80 cm
Ano
2025
Tiragem
ÚNICA
Texto descritivo
enviado em PDF
Texto conceitual
A obra se estrutura a partir do vermelho, cor que pulsa como uma coluna vertebral — fio condutor que atravessa a cidade, tal qual a linha vermelha do metrô de São Paulo, ancorando-se na Estação Santa Cecília e em seus arredores marcados pela tradição médica. Nesse território onde o corpo é examinado, curado e também esquecido, o trabalho propõe um olhar sobre o bairro, antigo reduto da boêmia paulistana, hoje carregando o peso de ser o distrito com o maior número de pessoas em situação de rua da cidade.
O diálogo entre a escala de cinzas e o vermelho em relevo de massa corrida revela uma tensão entre presença e apagamento, entre a vida que insiste em pulsar e a cidade que insiste em torná-la invisível. A cor vermelha, vibrante e quase ferida, percorre o espaço como um traço vital, um lembrete daquilo que a paisagem urbana tenta calar: quem são os corpos que habitam — e resistem — nas margens do visível.