Bala de Prata
Verônica Spnela
Técnica
Aquarela sobre papel de algodão
Materiais
Aquarela, café, papel de algodão g/m²
Dimensões
65cm x 65cm
Ano
2025
Texto descritivo
enviado em PDF
Texto conceitual
"Bala de Prata: sustentar a vida em derrocada” é uma série de pinturas de animais endêmicos da Mata Atlântica com adaptações anatômicas especulativas, desenvolvidas como hipóteses extremas de sobrevivência frente à crise ambiental. As mutações imaginadas - fruto de cirurgias plásticas, implantes tecnológicos e edição genética são propostas como resposta simbólica à aceleração das mudanças climáticas, que impõe um ritmo incompatível com a evolução natural das espécies.
O projeto se apoia em pesquisa de campo, com especialistas e moradores dos entornos dos habitats, e plataformas de inteligência artificial, que operam como “oráculos”: a partir de comandos dados pela artista, retornam conteúdos textuais e visuais relativos às alterações ambientais e fisiológicas de uma espécie em contexto futuro. As informações coletadas se convertem em imagens que mesclam fabulação e dados reais. A estética do projeto se aproxima dos bestiários medievais — manuscritos ilustrados que registravam criaturas simbólicas e míticas, muitas vezes associadas a presságios —, instaurando uma ponte entre passado (forma) e futuro (conteúdo). As imagem integram um "Mapa da Mutação", plataforma digital onde projeto de maneira cartográfica como será a Mata Atlântica em 100 anos.