Corpo-Labirinto

Carolina Lavoisier

Técnica
Técnica mista sobre estrutura metálica

Materiais
Arame, estopa e gesso

Dimensões
20x15x14

Ano
2026

Tiragem
Única

Texto descritivo
enviado em PDF

Texto conceitual
Carolina Lavoisier é artista visual e desenvolve pesquisas em pintura abstrata, explorando relações entre cor, superfície, fluidez e materialidade. Em sua produção recente, a artista desloca sua prática para investigações tridimensionais e matéricas, aproximando ruptura, instabilidade e transformação como extensões poéticas de sua pesquisa pictórica.
A obra investiga estados de ruptura e permanência por meio da relação entre arame, estopa e gesso. Entre contenção e colapso, apresenta um corpo fragilizado no qual a matéria parece insurgir contra sua própria tentativa de estabilidade, expandindo-se para além dos limites da estrutura e reorganizando-se continuamente.
A pesquisa aproxima-se da ideia de um mundo labiríntico e descentralizado, marcado pela fragmentação, pela perda de equilíbrio e pela impossibilidade de retorno a uma forma íntegra. As superfícies irregulares, os vazios internos e os fios aparentes não representam um fim definitivo, mas estados contínuos de transformação, onde a ruína surge como organismo vivo, espaço de permanência, sobrevivência e reinvenção da matéria.
Inserida no espaço expositivo, a obra tensiona a neutralidade do cubo branco ao introduzir uma presença instável dentro de um ambiente tradicionalmente associado à ordem, ao controle e à preservação. Suspensa no espaço, a matéria projeta sombras, ocupa o vazio e transforma a aparente estabilidade arquitetônica em extensão do próprio colapso.
Entre arquitetura e corpo, permanência e dissolução, a obra habita um espaço intermediário no qual o colapso deixa de ser entendido como encerramento e passa a operar como possibilidade contínua de metamorfose.

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