Colônia

João Bomfim

Técnica
Escultura

Materiais
Cerâmica e terra

Dimensões
54x90x64

Ano
2025

Tiragem
-

Texto descritivo
enviado em PDF

Texto conceitual
Colônia (2025) trata-se de um conjunto de esculturas que compõem uma instalação. Com o objetivo de ser instalada posta ao chão, sobre terra, uma ao lado da outra formando uma só massa visual.
Retomando a intenção da série João-de-barro, onde o estudo sobre a arquitetura vernacular animal se faz como ponto de partida para discussões acerca da migração, existência de diferentes corpos no mundo e a possibilidade de pensar casa em sua síntese mais pura.
O barro em diferentes estados da matéria tem importante função poética como ativador das intenções do trabalho, pensando a conexão com a natureza, seus diferentes estágios e estados, e toda a memória intrínseca envolvida no ecossistema criado a partir das esculturas.
Traçando relações sobre a obra entre produções existentes, Lidia Lisboa é uma artista que tem destaque ao tratar-se de elos poéticos. Entre os trabalhos de maior destaque da artista, a série “Cupinzeiros” se aproxima pensando na ressignificação de processos construtivos vernaculares elevando a fisicalidade da escultura a desdobramentos sensíveis entre memória, racialidade e feminilidade a partir de sua perspectiva.
“Nas cidades, as pessoas não sabiam fazer suas próprias casas, como sabíamos fazer no lugar de onde viemos.” Discorre Antonio Bispo dos Santos (Nego Bispo) em A Terra dá, a terra quer, ao tratar da relação das pessoas com o processo de construção de suas próprias residências, tramando com suas memórias de migração.
A memória está latente na composição da instalação, sendo um organismo ativado como manifesto recriando uma comunidade singular a partir de múltiplos corpos.

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