Designium

VOXEL

Técnica
Performance

Materiais
Carvão sobre Papel

Dimensões
200 x 200 cm

Ano
2026

Tiragem
não há

Texto descritivo
enviado em PDF

Texto conceitual

A performance consiste na ativação de um sistema interativo entre corpo, matéria e máquina. Em cena, a artista desenha com carvão sobre uma superfície de papel, enquanto a Interface de Presenças Distribuídas (iPD) capta, por meio de uma câmera, as variações de luz no espaço do desenho. Esses dados são processados por um sistema de visão computacional e aprendizado de máquina, que responde em tempo real, modulando projeções visuais e a trilha sonora. O espaço torna-se, assim, um campo responsivo: o gesto do desenho altera a luz refletida no papel, que é lida pela interface e, por sua vez, devolvida ao ambiente sob a forma de modificações na imagem projetada e na trilha sonora, a partir dos estados de luz e movimento identificados.
Propõe-se, desse modo, uma noção de desenho que se expande para além da superfície bidimensional, operando também como inscrição no espaço e como campo de coautoria entre artista e interface. Ao modificar os estados do sistema, a interface interfere diretamente no curso da ação performativa e, consequentemente, no próprio desenho. Não há reconhecimento de formas humanas, mas a leitura de padrões de intensidade, ritmo e contraste luminoso, configurando um sistema em que corpo, matéria e tecnologia atuam em continuidade. A ação não se organiza por controle, mas por negociação, instaurando um processo aberto, sem A performance consiste na ativação de um sistema interativo entre corpo, matéria e máquina. Em cena, a artista desenha com carvão sobre uma superfície de papel, enquanto a Interface de Presenças Distribuídas (iPD) capta, por meio de uma câmera, as variações de luz no espaço do desenho. Esses dados são processados por um sistema de visão computacional e aprendizado de máquina, que responde em tempo real, modulando projeções visuais e a trilha sonora. O espaço torna-se, assim, um campo responsivo: o gesto do desenho altera a luz refletida no papel, que é lida pela interface e, por sua vez, devolvida ao ambiente sob a forma de modificações na imagem projetada e na trilha sonora, a partir dos estados de luz e movimento identificados.
Propõe-se, desse modo, uma noção de desenho que se expande para além da superfície bidimensional, operando também como inscrição no espaço e como campo de coautoria entre artista e interface. Ao modificar os estados do sistema, a interface interfere diretamente no curso da ação performativa e, consequentemente, no próprio desenho. Não há reconhecimento de formas humanas, mas a leitura de padrões de intensidade, ritmo e contraste luminoso, configurando um sistema em que corpo, matéria e tecnologia atuam em continuidade. A ação não se organiza por controle, mas por negociação, instaurando um processo aberto, sem hierarquia fixa.
Inserida no contexto do Antropoceno, a performance compreende o “fim do mundo” como condição processual. A separação entre humano, natureza e técnica mostra-se insustentável, evidenciando um campo de interdependências em constante transformação. O uso do carvão — matéria associada à combustão e ao resíduo — tensiona as relações entre criação e colapso, ao mesmo tempo em que remete a práticas ancestrais de inscrição.
Em diálogo com Tim Ingold, o trabalho entende o mundo como um tecido de linhas em movimento, no qual o gesto se insere em fluxos contínuos. A criação, conforme Cecília Salles, configura-se como uma rede de inferências, em que cada estado contém vestígios e antecipações.
A performance instaura uma travessia sem retorno, na qual ruína e permanência coexistem. O trabalho se mantém no exercício de habitar a instabilidade, onde o colapso não se apresenta como encerramento, mas como reorganização contínua.Assim, propormos uma noção de desenho que expande-se para além da superfície bidimensional, operando também como inscrição no espaço e de autoria tanto do artista como da interface, uma vez que ela, ao modificar os estados, influencia na própria performance, ou seja, no desenho. A interface não reconhece formas humanas, mas padrões de intensidade, ritmo e contraste luminoso, produzindo um sistema em que corpo, matéria e tecnologia atuam como um continuum. A ação não é controlada, mas negociada — um processo em aberto, sem hierarquia fixa.
Inserida no contexto do Antropoceno, a performance compreende o “fim do mundo” como condição processual. A separação entre humano, natureza e técnica torna-se insustentável, revelando um campo de interdependências em constante transformação. O uso do carvão para o desenho -matéria associada à combustão e ao resíduo - tensiona a relação entre criação e colapso, evocando tanto as inscrições ancestrais quanto processos de esgotamento.
Em diálogo com Tim Ingold, o trabalho entende o mundo como um tecido de linhas em movimento, no qual o gesto é parte de fluxos contínuos da criação de mundos. Mundos estes que emergem como uma rede de inferências: cada estado contém vestígios e antecipações dos que seguirão.
Dessa forma, a performance se estrutura como uma reflexão sobre uma travessia sem retorno, na qual ruína e permanência coexistem como condições simultâneas do presente. Suspende-se a ideia de destino para dar lugar a uma experiência de permanência na instabilidade. Nesse campo, o colapso não se configura como término, mas como um princípio ativo de reorganização contínua.
hierarquia fixa.
Inserida no contexto do Antropoceno, a performance compreende o “fim do mundo” como condição processual. A separação entre humano, natureza e técnica mostra-se insustentável, evidenciando um campo de interdependências em constante transformação. O uso do carvão — matéria associada à combustão e ao resíduo — tensiona as relações entre criação e colapso, ao mesmo tempo em que remete a práticas ancestrais de inscrição.
Em diálogo com Tim Ingold, o trabalho entende o mundo como um tecido de linhas em movimento, no qual o gesto se insere em fluxos contínuos. A criação, conforme Cecília Salles, configura-se como uma rede de inferências, em que cada estado contém vestígios e antecipações.
A performance instaura uma travessia sem retorno, na qual ruína e permanência coexistem. O trabalho se mantém no exercício de habitar a instabilidade, onde o colapso não se apresenta como encerramento, mas como reorganização contínua.Assim, propormos uma noção de desenho que expande-se para além da superfície bidimensional, operando também como inscrição no espaço e de autoria tanto do artista como da interface, uma vez que ela, ao modificar os estados, influencia na própria performance, ou seja, no desenho. A interface não reconhece formas humanas, mas padrões de intensidade, ritmo e contraste luminoso, produzindo um sistema em que corpo, matéria e tecnologia atuam como um continuum. A ação não é controlada, mas negociada — um processo em aberto, sem hierarquia fixa.
Inserida no contexto do Antropoceno, a performance compreende o “fim do mundo” como condição processual. A separação entre humano, natureza e técnica torna-se insustentável, revelando um campo de interdependências em constante transformação. O uso do carvão para o desenho -matéria associada à combustão e ao resíduo - tensiona a relação entre criação e colapso, evocando tanto as inscrições ancestrais quanto processos de esgotamento.
Em diálogo com Tim Ingold, o trabalho entende o mundo como um tecido de linhas em movimento, no qual o gesto é parte de fluxos contínuos da criação de mundos. Mundos estes que emergem como uma rede de inferências: cada estado contém vestígios e antecipações dos que seguirão.
Dessa forma, a performance se estrutura como uma reflexão sobre uma travessia sem retorno, na qual ruína e permanência coexistem como condições simultâneas do presente. Suspende-se a ideia de destino para dar lugar a uma experiência de permanência na instabilidade. Nesse campo, o colapso não se configura como término, mas como um princípio ativo de reorganização contínua.

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